12/03/2008

NÃO FOI REAL; FOI UMA VIAGEM DIRETO AO INFERNO




Entro no Gigantinho. Pelo portão errado. Saio na arquibancada na parte de cima, onde não consigo nem ver o palco. É recém oito e meia da noite mas noto que já estão tocando. Mas não é o IRON. Ufa. Peço licença e começo minha jornada, não posso ficar nesse lugar péssimo. À medida que avanço vou aumentando a velocidade até que estou quase passando por cima das pessoas. Azar do goleiro. O MAIDEN vale essa descompostura. Chego finalmente ao local onde poderia sair da arquibancada e entrar na pista. Porém, um segurança bloqueia de forma veemente. A quantidade de pessoas querendo passar vai aumentando. O segurança resolve deixar passar um por um. Mas a multidão é mais forte e alcançamos a pista. Estou sozinho, mas vou seguindo a massa que conseguiu entrar junto comigo. Está difícil. A pista está quase intransitável. Meus amigos já tinham avisado que estava assim uma hora e meia antes. Acabo me contentando com o meu lugar: bem lá atrás na altura do meio do palco. A filha do Steve Harris e seus amiguinhos posers já não estão mais tocando.



O tempo não passa. Pergunto pra um loco sobre o show da Hibria. Ele me informa que não vão mais tocar. A maior banda de heavy metal de todos os tempos está prestes a entrar no palco. A apreensão é visível em todos rostos, no meu também. O negócio é esperar. E que espera. Meia hora pareceu três horas. Mas eis que: os dois telões mostram um avião, mas nele não está escrito o nome de nenhuma companhia, apenas IRON MAIDEN em letras góticas. Logo Nicko Macbrain mostra a sua cara engraçada na porta da nave. A música que toca é Transylvania, clássico do primeiro disco. Muito legal, mas o IRON ainda não começou o show. Após as primeiras palhetadas de Aces High, porém, a platéia inteira vai à loucura. Todo mundo pula, uns vão pra um lado outros vão pra outro, as pessoas se chocam, e eu....avanço em direção ao palco. Mal termina esse petardo já começa Two Minutes Two Midnight e a coisa toda continua igual. Ao final de mais um clássico, já estou bem perto da grade. Aproveito e vibro com cada dedaço de Harris no baixo, cada agudo de Bruce Dickinson, cada pancada de Nicko na batéra. Sou empurrado a todo instante para lá e para cá, mas no meio disso consigo ver o show bem de pertinho. A cada música, vários vão pedindo arrego e largando do furdunço. E o IRON vai destilando suas melhores, REVELATIONS, THE TROOPER, WASTED YEARS, THE NUMBER OF THE BEAST, RUN TO THE RILLS até que… vem aquela maravilha, RIME OF THE ANCIENT MARINER, 13 minutos de um som bem trabalhado, mais lento, mais reflexivo. E eu assistindo de camarote sem nenhuma incomodação.



A noite guardava mais, mais. Eu nem tinha visto o set list, mas berrei POWERSLAVE, POWERSLAVE, senti que era ela que vinha e foi mesmo. Cantei inteira, pulei, vibrei. Pra mim, foi insuperável, se eu pudesse escolher uma música pra assistir de novo eles tocarem seria POWERSLAVE. Somos acostumados com os solos velozes de Dave Murray, mas nesta ele faz um de seus melhores.... lento, mas magnífico. Depois Adrian Smith entra rasgando, seu solo também é muito afudê. Ao longo do show, os destaques das perfomances no palco vão para Bruce Dickinson, que realmente interpreta a música não só com a voz, mas com o corpo, e Steve Harris, que incansavelmente corre para todos os lados. A partir do meio do show, Harris começa a dedar mais forte as cordas do baixo até chegar um ponto que elas estouram toda a hora nos trastes. Ele parece ter um motor na mão direita, utilizando todos os dedos menos o dedão para fazer a famosa “cavalgada”. É impossível enxergá-los, eles parecem estar na velocidade da luz. Já Janick Gers é uma figura à parte, sendo certamente o mais engraçado entre os componentes. Pula totalmente desengonçado, gira a guitarra pela correia, depois joga ela pra cima, pinta e borda... e também toca demais, destrói. Adrian Smith é o único que usa incontáveis guitarras diferentes, mas a que se destacou pelo timbre diferente e único foi uma SG com captadores prateados usada na música IRON MAIDEN. A essa altura a platéia já estava meio devagar, mas eis que... EDDIE invade o palco, com seus QUATRO METROS de altura, sua pistola a laser e seu visual robótico da capa do disco SOMEWHERE IN TIME. Ele inclusive toca as guitarras que Murray e Gers lhe alcançam. Com tantas emoções pra uma noite só será que ainda teria mais? A resposta é
SIM. O fechamento do show foi com uma música apontada de forma unânime como perfeita para o momento: HALLOWED BE THY NAME, com o público cantando em coro, inclusive as partes instrumentais.

Um comentário:

adam brown disse...

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