02/08/2007

Nada disso



Nada disso

Vomito tempo
sentado, atento a nada

O nada devora calmo
como aquela culpa vigia que consome o pensamento
toda a magia dos meus pequenos feitos

O nada não satisfeito
morde até o mais fraco desejo

A migalha de gente inventa que sente um rebento escrito
Cata palavras e da a luz aos lamentos não ditos

O nada vem, revida revolto

Eu lhe mordo e num movimento solto
tasco logo um beijo lindo

Com algo novo o nada reinvento por completo

Pronto !
Do nada agora algo

Por mais que simples ponto
ao menos um fato vivo
Poesia por
Moises Augusto Izidro Rodrigues

Um comentário:

Paula disse...

Poesia muito boa!! Legal este espaço que vocês dão as novas revelações!!